{"id":104,"date":"2017-02-15T03:10:32","date_gmt":"2017-02-15T05:10:32","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/glorinhagov\/?page_id=104"},"modified":"2023-05-23T17:38:27","modified_gmt":"2023-05-23T20:38:27","slug":"nossa-historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/glorinha.rs.gov.br\/gov\/?page_id=104","title":{"rendered":"Nossa Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><strong>1906: A CAPELA DE NOSSA SENHORA DA GL\u00d3RIA ABEN\u00c7OA O NASCIMENTO DE UMA POVOA\u00c7\u00c3O<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Em 1834, o Munic\u00edpio de Gravata\u00ed &#8211; Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre &#8211; dividia-se em tr\u00eas Distritos: <em>Costa de Sapucaia<\/em>, <em>Freguesia da Aldeia dos Anjos<\/em> e <em>Passo Grande<\/em>, este mais tarde tamb\u00e9m conhecido como <em>Rua da Gl\u00f3ria<\/em>. Nas laterais desta &#8220;rua&#8221; &#8211; em verdade uma estradinha ainda com tra\u00e7ado bastante primitivo &#8211; formava-se uma pequena vila, habitada por agricultores e pecuaristas, em sua maioria descendentes de colonos portugueses.<br \/>\nEste singelo n\u00facleo de moradores movimentava-se num cen\u00e1rio composto por meia dezena de casas de com\u00e9rcio (<em>a\u00e7ougue, armaz\u00e9m de secos e molhados, quitandas com frutas e verduras etc.<\/em>), um clube recreativo, uma escola e uma primeira Capela Cat\u00f3lica, constru\u00edda pelos pr\u00f3prios colonos, onde, aos fins de semana, assistiam \u00e0s missas e celebravam festas religiosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Em 1906, essa capelinha original \u00e9 praticamente reconstru\u00edda, com o Distrito de Passo Grande experimentando avan\u00e7os importantes no seu desenvolvimento, pois por ali cruzava a estrada que era o \u00fanico elo de acesso entre a Capital e o Litoral Norte, passagem obrigat\u00f3ria para os ousados &#8220;veranistas&#8221; que faziam sua longa viagem a caminho das praias.<br \/>\nA Rua da Gl\u00f3ria tamb\u00e9m era rota tradicional de tropeiros, caixeiros viajantes e carreteiros, que aproveitavam a sombra de in\u00fameras figueiras &#8211; na \u00e9poca j\u00e1 centen\u00e1rias e comuns na regi\u00e3o &#8211; para o seu descanso e pernoite, criando uma aconchegante e movimentada pousada ao ar livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PASSO GRANDE &#8211; RUA DA GL\u00d3RIA &#8211; VILA DA GLORINHA &#8211; NOSSA SENHORA DA GLORINHA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 Por volta de 1910, a povoa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou ser corriqueira e carinhosamente identificada como a Vila da Glorinha &#8211; o nome de sua Santa Padroeira passa, de modo curioso, a representar, ao mesmo tempo, a denomina\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio vilarejo: Nossa Senhora da Glorinha.<br \/>\nE \u00e9 como Glorinha que logo depois transforma-se em Distrito, subordinado administrativamente \u00e0 Prefeitura de Gravata\u00ed. Seu territ\u00f3rio j\u00e1 abrigava outras etnias, al\u00e9m dos pioneiros portugueses\/a\u00e7orianos, dos contingentes de negros libertos da escravid\u00e3o e dos descendentes de \u00edndios missionados que por ali viviam; os alem\u00e3es e italianos, cuja caracter\u00edstica habilidade para a agricultura e a pecu\u00e1ria gera resultados muito produtivos, como a acentuada cultura da mandioca, que chegou a ser, por v\u00e1rias d\u00e9cadas, a principal riqueza da economia da regi\u00e3o. A fabrica\u00e7\u00e3o dos derivados da mandioca disputava espa\u00e7o com outras ind\u00fastrias caseiras, como os engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar e alambiques.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Aos poucos, os alem\u00e3es diversificaram suas atividades, instalando serrarias, selarias, sapatarias, ferrarias, e melhorando a agricultura de subsist\u00eancia, do que se originou, por parte das outras etnias, uma forte assimila\u00e7\u00e3o quanto ao modo de trabalhar e de desenvolver uma rica gastronomia t\u00edpica.<br \/>\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XX, edificou-se a Capela Evang\u00e9lica de Confiss\u00e3o Luterana, na localidade de Rinc\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o e, em 1952, a Capela Nossa Senhora da Gl\u00f3ria foi, finalmente, elevada \u00e0 categoria de Matriz.<br \/>\nEm 1936, a pioneira estrada de ch\u00e3o batido que cortava a Vila da Glorinha desde os tempos em que era chamada Passo Grande, \u00e9 inaugurada como a primeira via asfaltada do Estado &#8211; a RS-030.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 A partir da primeira d\u00e9cada de 1960, com a diversifica\u00e7\u00e3o gradual da economia brasileira, Glorinha passou a ser a mais importante bacia leiteira do Rio Grande do Sul, com o leite e seus derivados despontando e consolidando-se como principal fonte de riqueza do Distrito, ao lado da comercializa\u00e7\u00e3o de produtos derivados do leite de cabra, engenhos de arroz, atafonas, atividade agr\u00edcola desde hortifrutigranjeiros &#8211; cultivados em estufa &#8211; \u00e0 piscicultura e \u00e0 pecu\u00e1ria de corte, somando-se a emergentes ind\u00fastrias de lactic\u00ednios e ao grande potencial natural da regi\u00e3o, pr\u00f3prio para o desenvolvimento do turismo rural e ecol\u00f3gico.<br \/>\n<strong><br \/>\nTEMPOS DIF\u00cdCEIS PARA O DISTRITO DE GLORINHA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 Toda esta pujan\u00e7a, no entanto, pouco representava em retorno para o progresso espec\u00edfico do Distrito, distante de sua sede, Gravata\u00ed.<br \/>\nEm 1972, com a constru\u00e7\u00e3o da Auto-estrada BR-290 (a primeira freeway do pa\u00eds, ligando Porto Alegre a Os\u00f3rio em sentidos expressos) os antigos viajantes da Rua da Gl\u00f3ria &#8211; depois a Estadual RS-030 &#8211; mudaram de trajeto e Glorinha ficou como que esquecida, sofrendo um impacto negativo em seu mercado de servi\u00e7os e na comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos t\u00edpicos gerados por centenas de pequenos trabalhadores rurais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Este per\u00edodo recessivo \u00e9 ainda mais agravado pelo crescimento vertiginoso da Regi\u00e3o Metropolitana, com Gravata\u00ed &#8211; chamado ent\u00e3o de munic\u00edpio m\u00e3e de Glorinha &#8211; tornando-se tipicamente urbano e investindo em pol\u00edticas administrativas voltadas para uma industrializa\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica, em detrimento de sua zona rural, desprezada em aten\u00e7\u00e3o e recursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 Foi exatamente este impasse, estabelecido em pleno in\u00edcio da primeira d\u00e9cada de 1980 entre a popula\u00e7\u00e3o e as inquietas lideran\u00e7as do, cada vez mais empobrecido, Distrito de Glorinha, que provocou a centelha de um sonho de &#8220;independ\u00eancia&#8221;, a busca ansiada da autodetermina\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio caminho e a decis\u00e3o de um futuro mais digno.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>A nascente palavra de ordem tinha um significado e peso mais do que absoluto: EMANCIPA\u00c7\u00c3O!<\/em><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 Esta conquista hist\u00f3rica aconteceu em <strong>4 de maio de 1988<\/strong>, atrav\u00e9s da <strong>Lei Estadual n\u00b0 8590<\/strong>, assinada pelo ent\u00e3o Governador Pedro Simon, que criou um dos mais pr\u00f3speros Munic\u00edpios do Estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1906: A CAPELA DE NOSSA SENHORA DA GL\u00d3RIA ABEN\u00c7OA O NASCIMENTO DE UMA POVOA\u00c7\u00c3O \u00a0 \u00a0Em 1834, o Munic\u00edpio de Gravata\u00ed &#8211; Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre &#8211; dividia-se em&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"parent":23,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_eb_attr":"","footnotes":""},"class_list":["post-104","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/glorinha.rs.gov.br\/gov\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/104","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/glorinha.rs.gov.br\/gov\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/glorinha.rs.gov.br\/gov\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinha.rs.gov.br\/gov\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinha.rs.gov.br\/gov\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=104"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/glorinha.rs.gov.br\/gov\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/104\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinha.rs.gov.br\/gov\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/23"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/glorinha.rs.gov.br\/gov\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}