A Cidade
Dados gerais
Municípios limítrofes
- Norte: Taquara
- Sul: Viamão
- Leste: Sto. Antônio da Patrulha
- Oeste: Gravataí
Prefeito
Carlos Leonardo Vargas Carvalho
Vice-prefeito
Jean Medinger
Criação do município
04/05/1988
Área total
323,95 Km² (2015)
Distância da capital (Porto Alegre)
54 Km
Associação Municipal
GRANPAL / FAMURS Comitê
da Bacia do Rio Gravataí
Conselho Regional do RS
COREDE do Delta do Jacuí
Propriedades rurais
1.353
Área média das propriedades rurais
34,71 hectares
População
7.658 (CENSO 2022)
Endereço da Prefeitura
Av. Pompílio Gomes Sobrinho, 23400 Fone/Fax: (051) 3487-1020
Dados geográficos
Distante a apenas 54 quilômetros de Porto Alegre, e destacado pelo apropriado título de Um Paraíso Entre a Capital, a Serra e o Mar, o município de Glorinha abriga 7.654 habitantes (segundo dados estimados de 2017), numa exuberante área verde de 323,6 quilômetros quadrados, dividida entre sítios de lazer, colinas, açudes, matas, cascatas, fazendas com criação de ovinos, bovinos, equinos, caprinos, búfalos (ou bubalinos), sítios de criação de avestruzes e inúmeras outras belezas naturais.
Dispondo de uma área geograficamente privilegiada, transformou-se em eixo de deslocamento perfeito para os moradores da Serra que se locomovem para o Litoral Norte do Estado, e vice-versa.
A partir do trevo de acesso, que liga o centro da cidade à auto-estrada federal BR-290 (a primeira freeway do Brasil, inaugurada em 1972), Glorinha constitui-se na opção mais econômica e rápida de ida e volta às praias mais famosas do Rio Grande do Sul, como Tramandaí (a metrópole do verão gaúcho), situada a apenas 80 quilômetros.
Contando com vias de acesso como a RS-030 (a primeira estrada asfaltada do Estado, inaugurada em 1936, e que corta Glorinha em seu perímetro central) o turista chega ao seu destino de férias e lazer com a economia de, no mínimo, uma hora entre Serra e Mar. Além de toda essa comodidade, há a preciosa oportunidade de conhecer ou visitar novamente todas as atrações do município e também as de seus quatro importantes vizinhos: Taquara, 25 quilômetros ao norte; Viamão (a primeira Capital do Estado), 15 quilômetros ao sul; Gravataí (o outrora município-mãe de Glorinha), 20 quilômetros a oeste, e Santo Antônio da Patrulha, 25 quilômetros a leste. Também muito próxima, a apenas 60 quilômetros, a célebre Gramado, um dos pólos turísticos mais procurados do país.
Fontes das informações:
As informações são oriundas de pesquisas e levantamentos correntes do IBGE e dados de outras instituições, como Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, Ministério da Educação e do Desporto – INEP/MEC; Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, Ministério da Saúde – DATASUS/MS; Tribunal Superior Eleitoral – TSE; Banco Central do Brasil – BACEN/MF, Secretaria do Tesouro Nacional, Ministério da Fazenda – STN/MF e Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN/MJ e Fundação de Economia e Estatística do RS – FEE/R3
Como chegar - Mapas
Mapa do município de Glorinha
Mapa urbano de Glorinha
Nossa História
1906: A Capela de Nossa Senhora da Glória abençoa o nascimento de uma povoação
Em 1834, o Município de Gravataí – Região Metropolitana de Porto Alegre – dividia-se em três Distritos: Costa de Sapucaia, Freguesia da Aldeia dos Anjos e Passo Grande, este mais tarde também conhecido como Rua da Glória. Nas laterais desta “rua” – em verdade uma estradinha ainda com traçado bastante primitivo – formava-se uma pequena vila, habitada por agricultores e pecuaristas, em sua maioria descendentes de colonos portugueses.
Este singelo núcleo de moradores movimentava-se num cenário composto por meia dezena de casas de comércio (açougue, armazém de secos e molhados, quitandas com frutas e verduras etc.), um clube recreativo, uma escola e uma primeira Capela Católica, construída pelos próprios colonos, onde, aos fins de semana, assistiam às missas e celebravam festas religiosas.
Em 1906, essa capelinha original é praticamente reconstruída, com o Distrito de Passo Grande experimentando avanços importantes no seu desenvolvimento, pois por ali cruzava a estrada que era o único elo de acesso entre a Capital e o Litoral Norte, passagem obrigatória para os ousados “veranistas” que faziam sua longa viagem a caminho das praias.
A Rua da Glória também era rota tradicional de tropeiros, caixeiros viajantes e carreteiros, que aproveitavam a sombra de inúmeras figueiras – na época já centenárias e comuns na região – para o seu descanso e pernoite, criando uma aconchegante e movimentada pousada ao ar livre.
Passo Grande, Rua da Glória, Vila da Glorinha, Nossa Senhora da Glorinha
Por volta de 1910, a povoação começou ser corriqueira e carinhosamente identificada como a Vila da Glorinha – o nome de sua Santa Padroeira passa, de modo curioso, a representar, ao mesmo tempo, a denominação do próprio vilarejo: Nossa Senhora da Glorinha.
E é como Glorinha que logo depois transforma-se em Distrito, subordinado administrativamente à Prefeitura de Gravataí. Seu território já abrigava outras etnias, além dos pioneiros portugueses/açorianos, dos contingentes de negros libertos da escravidão e dos descendentes de índios missionados que por ali viviam; os alemães e italianos, cuja característica habilidade para a agricultura e a pecuária gera resultados muito produtivos, como a acentuada cultura da mandioca, que chegou a ser, por várias décadas, a principal riqueza da economia da região. A fabricação dos derivados da mandioca disputava espaço com outras indústrias caseiras, como os engenhos de cana-de-açúcar e alambiques.
Aos poucos, os alemães diversificaram suas atividades, instalando serrarias, selarias, sapatarias, ferrarias, e melhorando a agricultura de subsistência, do que se originou, por parte das outras etnias, uma forte assimilação quanto ao modo de trabalhar e de desenvolver uma rica gastronomia típica.
No início do século XX, edificou-se a Capela Evangélica de Confissão Luterana, na localidade de Rincão de São João e, em 1952, a Capela Nossa Senhora da Glória foi, finalmente, elevada à categoria de Matriz.
Em 1936, a pioneira estrada de chão batido que cortava a Vila da Glorinha desde os tempos em que era chamada Passo Grande, é inaugurada como a primeira via asfaltada do Estado – a RS-030.
A partir da primeira década de 1960, com a diversificação gradual da economia brasileira, Glorinha passou a ser a mais importante bacia leiteira do Rio Grande do Sul, com o leite e seus derivados despontando e consolidando-se como principal fonte de riqueza do Distrito, ao lado da comercialização de produtos derivados do leite de cabra, engenhos de arroz, atafonas, atividade agrícola desde hortifrutigranjeiros – cultivados em estufa – à piscicultura e à pecuária de corte, somando-se a emergentes indústrias de lacticínios e ao grande potencial natural da região, próprio para o desenvolvimento do turismo rural e ecológico.
Tempos difíceis para o distrito de Glorinha
Toda esta pujança, no entanto, pouco representava em retorno para o progresso específico do Distrito, distante de sua sede, Gravataí.
Em 1972, com a construção da Auto-estrada BR-290 (a primeira freeway do país, ligando Porto Alegre a Osório em sentidos expressos) os antigos viajantes da Rua da Glória – depois a Estadual RS-030 – mudaram de trajeto e Glorinha ficou como que esquecida, sofrendo um impacto negativo em seu mercado de serviços e na comercialização dos produtos típicos gerados por centenas de pequenos trabalhadores rurais.
Este período recessivo é ainda mais agravado pelo crescimento vertiginoso da Região Metropolitana, com Gravataí – chamado então de município mãe de Glorinha – tornando-se tipicamente urbano e investindo em políticas administrativas voltadas para uma industrialização frenética, em detrimento de sua zona rural, desprezada em atenção e recursos.
Foi exatamente este impasse, estabelecido em pleno início da primeira década de 1980 entre a população e as inquietas lideranças do, cada vez mais empobrecido, Distrito de Glorinha, que provocou a centelha de um sonho de “independência”, a busca ansiada da autodeterminação, a construção do próprio caminho e a decisão de um futuro mais digno.
A nascente palavra de ordem tinha um significado
e peso mais do que absoluto: emancipação!
Esta conquista histórica aconteceu em 4 de maio de 1988, através da Lei Estadual n° 8590, assinada pelo então Governador Pedro Simon, que criou um dos mais prósperos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul.
Símbolos de Glorinha
Brasão e Bandeira
Ao lado do Brasão e da Bandeira, o município de Glorinha ostenta outro símbolo marcante, menos solene e mais descontraído do que os dois primeiros: é a BONECA GLORINHA, transformando-se no símbolo mais gracioso, simpático e hospitaleiro do Município, sendo oficilizada como símbolo do Município, através da Lei Municipal nº 505/2002.
Criada pela artista gráfica Tânia Ruosas, de Gravataí, em 2002, sendo utilizada como personagem identificativa da ExpoGlorinha de 2002, a bonequinha nasceu como uma anfitriã para esta grande feira municipal, ilustrando toda a folheteria promocional do evento, como posters, cartazes, impressos….
Para a artista Tânia, a boneca “aparenta uma idade entre 12 e 13 anos, em princípio loura, depois castanha. Tinha traços e indumentária açorianos, um aventalzinho sobre a saia, uma tiara de flores nos cabelos, tamanquinhos delicados e muita doçura, com brejeirice e ingenuidade bem interioranas”. O que sempre mais a encantou, desde criança, foi a hospitalidade das pessoas, em Glorinha. Gente muito simples, mas comovidamente alegre e afetuosa com os visitantes. E é por isso que a sua Glorinha só podia nascer já de braços abertos!
Bandeira Municipal
Ao lado do Brasão e da Bandeira, o município de Glorinha ostenta outro símbolo marcante, menos solene e mais descontraído do que os dois primeiros: é a BONECA GLORINHA, transformando-se no símbolo mais gracioso, simpático e hospitaleiro do Município, sendo oficilizada como símbolo do Município, através da Lei Municipal nº 505/2002.
Criada pela artista gráfica Tânia Ruosas, de Gravataí, em 2002, sendo utilizada como personagem identificativa da ExpoGlorinha de 2002, a bonequinha nasceu como uma anfitriã para esta grande feira municipal, ilustrando toda a folheteria promocional do evento, como posters, cartazes, impressos….
Para a artista Tânia, a boneca “aparenta uma idade entre 12 e 13 anos, em princípio loura, depois castanha. Tinha traços e indumentária açorianos, um aventalzinho sobre a saia, uma tiara de flores nos cabelos, tamanquinhos delicados e muita doçura, com brejeirice e ingenuidade bem interioranas”. O que sempre mais a encantou, desde criança, foi a hospitalidade das pessoas, em Glorinha. Gente muito simples, mas comovidamente alegre e afetuosa com os visitantes. E é por isso que a sua Glorinha só podia nascer já de braços abertos!
Boneca de Glorinha
Ao lado do Brasão e da Bandeira, o município de Glorinha ostenta outro símbolo marcante, menos solene e mais descontraído do que os dois primeiros: é a BONECA GLORINHA, transformando-se no símbolo mais gracioso, simpático e hospitaleiro do Município, sendo oficilizada como símbolo do Município, através da Lei Municipal nº 505/2002.
Criada pela artista gráfica Tânia Ruosas, de Gravataí, em 2002, sendo utilizada como personagem identificativa da ExpoGlorinha de 2002, a bonequinha nasceu como uma anfitriã para esta grande feira municipal, ilustrando toda a folheteria promocional do evento, como posters, cartazes, impressos….
Para a artista Tânia, a boneca “aparenta uma idade entre 12 e 13 anos, em princípio loura, depois castanha. Tinha traços e indumentária açorianos, um aventalzinho sobre a saia, uma tiara de flores nos cabelos, tamanquinhos delicados e muita doçura, com brejeirice e ingenuidade bem interioranas”. O que sempre mais a encantou, desde criança, foi a hospitalidade das pessoas, em Glorinha. Gente muito simples, mas comovidamente alegre e afetuosa com os visitantes. E é por isso que a sua Glorinha só podia nascer já de braços abertos!